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Alfabetizando

terça-feira, maio 01, 2007

Iniciando a alfabetização
Sabemos que a escrita mais significativa para uma criança é o seu nome. Portanto é dele que iremos partir.
Embora iniciando a sistematização da escrita e da leitura com o nome, precisamos deixar na sala um ambiente letrado. Inspirada na "Escola da Ponte", de Portugal, colo na sala, por todos os lados possíveis, escritas. PORTA, JANELA, MAÇANETA, PAREDE, MURAL, CADEIRA, CARTEIRA, MESA, ARMÁRIO, RODAPÉ, CHÃO , TETO, VENTILADOR, INTERRUPTOR, assim por diante. Sempre com letras garrafais, que são melhores para serem visualizadas. Quando os alunos já estão lendo a cursiva e fazendo a transcrição, ou usando letras maiúsculas, costumo trocar essas letras aos poucos.
Deixo livre nos primeiros dias, a percepção deles quantos às palavras encontradas, muitos se vangloriam de suas pseudoleituras, que é quando a criança acha que leu, mas sabemos que ela está "adivinhando", deduzindo o que está escrito.
Podemos contar o número de letras de cada palavra, se alguma começa ou termina com o som, ou a letra iguais, se têm muitas letras diferentes, se conhecem alguma, podem escrever, ou desenhar se quiserem.
É importante que essas palavras fiquem até o final do ano, portanto podem ser trocadas no decorrer do mesmo, use material barato, como cartolina, ou plastifique com contact, plástico comum ou mesmo parafina.
Gostaria de me desculpar com os leitores, pela ausência prolongada e pela falta de posts realmente referentes à alfabetização. Estive fora da sala de aula e permanecerei assim por um tempo. Tempo esse que está sendo investido em estudos que refletirão em minha prática posteriormente. Tentarei cumprir minha proposta começando por hoje. Mas alerto de que não será fácil e que terei que escrever devagar. Espero poder contar com a compreensão de vocês.

Cartão do comportamento

domingo, abril 22, 2007

Cartão do comportamento


Professor responsável: Erika Araújo Uhlemann Corrêa.

Alvo: alunos da turma de 7 anos E.

Duração: 6 meses – segundo semestre.

Material: cartões de cartolina, adesivos, brinquedos pedagógicos, material escolar (lápis, borracha, régua, cola, tesoura).

Objetivos:Elevar o autoconceito dos alunos.

Propiciar a turma a:

· Valorizar a inteligência como uma qualidade inerente ao homem.

· Conscientizar-se de que a liberdade é a capacidade de escolher e que as escolhas feitas podem nos ajudar ou nos prejudicar.

· Ter preocupação com a comunicação nos diálogos, fazer-se entender e procurar entender os outros.

· Valorizar a cooperação como forma de dar qualidade à comunicação.· Se preocupar em fazer feliz ao próximo para se sentir feliz também, compreendendo que vivemos em sociedade.

· Conservar os livros do acervo da classe e da biblioteca e demais materiais escolares.· Respeitar as regras de conduta para dentro e fora da sala de aula.

· Verificar e avaliar o cumprimento das regras de conduta para dentro e fora da sala de aula.· Ter preocupação com a qualidade das produções escritas próprias, tanto no que se refere aos aspectos textuais como a apresentação gráfica.

· Valorizar a escola como um lugar especial que ajuda a desenvolver a inteligência, a liberdade e o amor, bem como se dispor a colaborar para manter o bom ambiente nela, sentindo-se também responsável por sua limpeza e conservação.

Justificativa:A turma de 7 anos E é muito imatura e indisciplinada, além de haver dificuldade e defazagem de ensino na maioria dos pequenos. Consideramos que a maioria dos pais, pela ausência que demonstram na educação de seus filhos, não comparecendo em reuniões ou quando são chamados na escola, não auxiliando as crianças com os estudos, não se certificando da presença dos filhos na escola, não são parceiros na educação escolar. Portanto surgiu a necessidade de auxiliar os alunos a se conscientizarem da sua participação na escola e na sociedade, demonstrando os benefícios de um bom comportamento, do desenvolvimento da criticidade, do saber falar e fazer para o bem comum. Estabelecemos as regras duas vezes no ano. Uma no início e outra no segundo semestre, visto que pareciam ter se esquecido dos combinados. Tentamos de várias formas resolver os problemas de comportamento. Planejamento com atividades diferentes, lúdicas, escritas, orais, com música, com desenho, com dobradura, histórias... Pois esse foi o primeiro pensamento, se não prestam atenção é porque não estão interessadas o suficiente. Mas para algumas crianças, nada parece motivar. Há alunos que brincam e brigam em qualquer situação. Tentamos as legendas de comportamento com o "cantinho do pensamento", sugerido pela "Super Nanny", mas não deu resultado. Tentamos premiar os melhores... Sempre os mesmo que ganhavam... Portanto não conseguimos atingir os que almejávamos. Tentamos misturar as crianças nos grupos. O que não funcionou. Elas atrapalhavam o grupo e acabaram excluídas. Então numa busca incessante encontramos um texto da Revista do Professor, jul/set - 2006, que se intitula Indisciplina na sala de aula, de Antônio Maria Veloso Bento, Doutor em Educação e professor de uma escola em Portugual. Consideramos relevantes as sugestões dele e resolvemos tentar, afinal temos a convicção de que em educação nada é rígido, nem pronto. Temos que saber de tudo, porque não sabemos o que dará certo com cada criança, pois elas são únicas. O plano para a indisciplina não será igual ao da revista, pois são realidades diferentes, ele se baseará no condicionamento de Skiner, o qual deixa claro que não devemos acentuar os comportamentos negativos e que precisamos exaltar as boas atitudes dos alunos.Pretendemos com isso desenvolver um trabalho formativo e não punitivo.

Metodologia:Observar a turma e fazer uma lista dos comportamentos que desejo que modifiquem. Escolher poucos para serem trabalhados no início. Atentar para o que acontece antes desse comportamento e imediatamente depois, para perceber o que reforça a atitudes deles e tentar mudar. Propor uma lista de prêmios, relacionados a coisas que eles gostam para presenteá-los conforme a conquista dos comportamentos positivos.entregar atividade,levar um dos livros de Literatura da professora, emprestado, para casa,apagar o quadro,buscar água para o filtro,recolher atividade,ajudar a professora,adesivo,brinquedo pedagógico,material escolar.Entregar a cada uma das crianças um cartão. Cada comportamento positivo ela marca uma cruz. Com três cruzes ela escolhe um prêmio. Elogiar sempre o aluno quando lhe entregar o prêmio citando, em detalhe o comportamento que lhe permitiu isso. Deixar que escolham o prêmio. Lembrar o aluno de quando ele deve realizar esse comportamento (principalmente se perceber que depois de combinado o comportamento estiver sendo inadequado), descrevendo como ele deve fazer e assegurando minha confiança na capacidade dele para o feito. Explicar o sistema para a sala e pedir a colaboração de todos.Dar tarefas fáceis no início para que ganhem confiança em si mesmos. O prêmio deve ser imediato à ação. Se eles conseguirem se comportar por um dia inteiro, oferecer uma história para a turma pelo bom comportamento deles, deixando isso bem claro para todos. Presentear a turma toda para encorajar os outros alunos e reforçar o sucesso dos que estão se comportando. Manter o plano todos os dias, para garantir resultado.Ignorar o comportamento negativo. Quando eles fizerem algo errado elogiar outra criança que está fazendo justamente o contrário, e/ou, lembro-lhes o correto, dizendo que queremos que façam o certo (referindo-nos diretamente ao assunto) para que nos ajudem com alguma coisa, e logo que recomecem, elogiar reforçando o bom comportamento. Se houver resistência ao plano, conversar com eles e lhes dar uma chance para pensar, por tempo determinado.Avaliação:Antes eu dizia para o aluno que estava se comportando mal que eu ficaria feliz ou que ele era bonito quando agia de outra forma, e especificava qual. Também dava os prêmios só no final da semana. Agora o projeto auxiliou muito, as mudanças foram positivas. Já que estamos usando muito o relógio para determinar o tempo das atividades, o controle do tempo garantiu uma participação mais efetiva dos alunos nas atividades. Não querem que o grupo saia prejudicado, ou que alguém fique chateado com eles. Salvo o grupo que ainda tem dificuldades em se comportar em sala de aula, ou de considerar o coletivo. Penso que antes de tentar compreender teoricamente o porquê eles agem dessa ou daquela forma, devemos agir. Não podemos perder tempo com justificativas, ou desculpas pelo trabalho não ser feito. Temos que ter compromisso e ensinar isso a eles. Não que vá deixar de tentar entender os motivos que os levem a esse comportamento tão indesejado e desagradável. Mas, consideramos que o trabalho deve ser feito apesar de não saber a fundo dos motivos que os levam a agir dessa forma. No início as cruzes eram só para os alunos que tinham muita dificuldade em se comportar e de realizar atividades. Mediante reclamação de alguns alunos que faziam tudo e acharam injusto não participar das premiações, o cartão foi instituído pra todos. Alguns perdiam o cartão, que era reposto só nas segundas-feiras. Como muitos sujavam, rasgavam e amassavam os cartões, no começo ganhavam cruz pela boa conservação desse. Já no começo do quarto bimestre o cartão passou a ter cinco cruzes, para trocar em um prêmio, porque o avanço tanto de participação como de disciplina em sala pelos alunos foi tão grande que as cruzes eram ganhas mais facilmente. O mais bonito do trabalho foi ver muitos alunos preferindo ajudar a ganhar presente. Essa sem dúvida foi a parte mais gratificante. A única coisa que não conseguimos foi o que dependia dos pais, como as tarefas feitas e os estudos em casa. Porém em sala o projeto surtiu o efeito esperado.

Que letra uso para alfabetizar?

sábado, janeiro 27, 2007

Você pode estar se perguntando o que tudo isso postado aqui tem a ver com alfabetização. Lhe informo que TUDO. A criança precisa de ter noção do próprio corpo, do mundo que a cerca para entender a folha do caderno, a letra que ela irá traçar. Falando em letra, ponderemos o uso de qual tipo é adequado à alfabetização.
A letra bastão ou de fôrma maiúscula, cujas formas são mais simples, oferecem maior facilidade no traçado de crianças menores que ainda não desenvolveram a coordenação motora fina para a escrita. É mais indicada para letrar os alunos porque aparece em embalagens, livros, teclas do computador, jornais, revistas, ônibus, placas de rua, cartazes e em muitos outros lugares. É parte da vida cotidiana da criança e é reconhecida facilmente. A escrita é mais lenta do que a cursiva pelo movimento de se tirar o lápis do papel repetidas vezes. A criança pode ter dificuldades em passar para a cursiva depois.
A letra cursiva tem o traçado mais difícil e aparece só em bilhetes, cartas, nos cadernos dos colegas ou no quadro usada pela professora. Ajuda a criança a distinguir palavras reconhecendo-as separadas. É mais rápida pois o traço é contínuo. Quem a aprende tem mais facilidade para traçar a letra bastão, porém pode atrasar o ensino da escrita e da leitura, por exigir mais das crianças.
Como podem observar os dois tipos de letra trazem benefícios e dificuldades. Há professores que usam uma ou outra e os que usam as duas juntas. Particularmente em uma turma de sete anos opto por usar as duas, a bastão para ler e a cursiva para escrever, mas na turma de seis anos sou favorável ao uso da letra bastão. Aconselho no segundo semestre, quando os alunos já estejam quase ou totalmente alfabetizados usar o caderno de caligrafia e transpor a escrita da letra bastão para a cursiva. Durante o primeiro semestre a letra cursiva pode ser dada de diversas formas, mas não precisa ser cobrada. A criança poderá associar e entender melhor a utilidade da escrita com a letra bastão, já que essa aparece em diversos lugares e têm funcionabilidade maior e mais comum para sua vida. Importante ressaltar que é normal a confusão entre os dois tipos de traçado quando a criança se acostuma com uma ou outra forma de escrever. A paciência e o incentivo são instrumentos poderosos o tempo todo, pois é normal da idade o não querer errar e a insegurança é uma constante. Costumo colocar cartazes com todos os tipos de letra associados a desenhos, com palavras geradoras e sílabas provenientes dessas palavras, acima do quadro. Não é necessário esconder a letra dos alunos. Pelo contrário. Não trabalhar com a cursiva no início não significa negar a sua existência. Normalmente em atividades que envolvam o traçado dessas letras as crianças fazem associações sozinhas... "Tia, essa é a a letra A do avião!" Deixo a criança à vontade, digo que está certa, mas só me aprofundo no assunto se minha meta for o começo da mudança do uso de letra, posso questionar quem tem a letra no nome, pedir que tragam rótulos de casa onde a letra aparece, dentre outras atividades. Caso contrário não incentivo a continuação da conversa. Contudo a melhor opção é conhecer a turma antes, verificar o nível de desenvolvimento que as crianças já possuem e quais as habilidades que elas já desenvolveram. Lembre-se sempre de que NÃO EXISTE REGRA. Tudo depende da turma com a qual você está trabalhando. Considerar seus alunos é caminho certo em direção ao sucesso. Se você precisar de sugestões de atividades para um ou outro tipo de letra, ou mesmo para a transposição de uma para outra pode me pedir por e-mail que lhe envio com prazer.

Roda da conversa

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Roda da conversa

A roda da conversa é um elemento muito importante das aulas. Nela os alunos e professor interagem, se conhecem e desenvolvem habilidades da língua falada.
Costumo fazer a RODA todos os dias na primeira semana e só na segunda-feira posteriormente, ou no primeiro dia de aula da semana, caso haja feriado. No início começamos com coisas simples. Fazemos a roda para falar sobre o animal que mais gostamos, a cor que mais gostamos, o nome completo, a idade, o endereço, nome do papai, nome da mamãe, quantas pessoas mora na sua casa, se tem animal de estimação... Pois assim adquirimos informações das crianças, vemos o seu conhecimento sobre a própria vida, o que precisamos ajudá-la a melhorar na fala, observamos se tem algum distúrbio de fala e ainda promovemos o conhecimento e o introsamento da turma.

É muito importante que se comece com pequenas perguntas que permitam respostas curtas. As crianças se cansam rapidamente e promover debates logo no início torna a RODA cansativa e nada agradável, tanto para os pequenos como para o professor. A criança também estará desenvolvendo a capacidade de esperar a vez para falar e ouvir o que o outro está falando. Na segunda semana são permitidas perguntas de umas para as outras, mas só se quiserem.

Sempre incentive, mas NUNCA force uma criança a falar.

É na RODA que iniciamos a conversa para formarmos as regras da sala, bem como as consequências para quem não atendê-las. Quando estiverem prontas são afixadas em lugar visível a todos, para que possa ser consultada sempre que necessário. É claro que em turmas menores as crianças ainda não sabem ler, sugiro que sejam colocados desenhos junto com as regras escritas, não aconselho a colocar só desenhos, pois é uma ótima oportunidade para começar a letrar os meninos na escola e para a vida.
No decorrer do ano a RODA serve também para resolvermos problemas disciplinares, o que leva toda a turma a decidir juntamente com o professor. Em situação de briga, na qual o professor não pôde ver quem foi o culpado testemunhas são fundamentais. Além disso as crianças desenvolvem senso de justiça, certo e errado, ação e reação, causa e consequência, além de adquirirem mais responsabilidade por suas ações.

A RODA também ajuda a iniciar um trabalho, projeto ou aula, para verificar conhecimentos e também avaliá-los. Pode-se fazer uma avaliação prévia do que a turma sabe antes de iniciar um conteúdo, e sondar o que aprenderam com o que estudaram. Essa não deve ser a única forma de avaliação, pois crianças tímidas nem sempre comunicam tudo o que podiam, isso quando o fazem. Algumas estarão aprendendo a se expressar, podendo portanto, deixar esquecidos alguns detalhes ou comentários importantes. As avaliações escritas devem existir, mas também precisam ser bem elaboradas. Trataremos delas em um post à parte.

O mais gostoso da RODA é ver o crescimento dos alunos. Se possível, até para estudo e própria avaliação, grave algumas, intercalando as primeiras, as medianas e as últimas. Verá como as crianças desenvolvem a língua falada, a argumentação, o questionamento e a articulação. No final os alunos, mesmo os mais tímidos, gostam tanto, que lembram o professor caso ele tenha esquecido. É algo que vale a pena investir...

Recebendo as crianças

Já comentamos da importância da recepção dos alunos na escola. Atividades diferenciadas que proporcionem o conhecimento e o entrosamento entre os alunos, seus colegas e a escola. É comum que o professor apresente a escola aos aluno. Mostre a eles o prédio, apresente as pessoas, explique suas funções. Os alunos que já estudavam na escola podem ajudar na visita, contando o que sabem. Cuide para ser carinhosa com seus alunos, cultive sua paciência todo segundo, leve-os a pensar sobre o bom comportamento mirando-se no seu. Fale baixo, explique tudo. Não dê broncas nem coloque de castigo, a criança precisa sentir que confia em você.
Ainda trabalhando o esquema corporal, brincamos ao entrar e sair da sala. É uma forma gostosa de fazer a fila. Primeiramente defina como você deseja a fila... Particularmente eu prefiro a de ordem de tamanho. Tem professores que promovem uma verdadeira corrida ao fazerem a fila por ordem de chegada. Não gosto muito, acho as crianças muito imaturas, elas brigam e se empurram por um lugar... De qualquer forma a fila é uma preparação para futuras visitas e para a vida da criança na sociedade, no banco, na feira, na loja... Hoje em dia fugir de filas é complicado, muito mais para quem não possui internet.
Fazendo a fila - atividades para entrar e sair da sala
(valores humanos, coordenação motora, esquema corporal)
  • pé ante pé
  • na ponta dos pés
  • nos calcanhares
  • pulando com os 2 pés
  • pulando com 1 pé, ora direito, ora esquerdo
  • olhando para baixo, com o queixo encostado no peito
  • andando de lado, ora direito, ora esquerdo
  • andando de ré
  • com as mãos na cintura
  • com as mãos na cabeça
  • com as mãos na barriga
  • com as mãos para cima
  • com as mãos no bumbum
  • com as mãos na coxa
  • agachado
  • com as mãos no calcanhar
  • esticado (pés e braços)
  • rebolando
  • mãos abanando, ora direita, ora esquerda, ora as duas, ora para baixo, ora pra frente, ora para cima
  • mãos nos ombros
  • mão no nariz
  • mão na boca
  • mãos nas costas
  • mãos no peito
  • mãos no pescoço
  • mãos nos ouvidos
  • mãos nas pernas
  • mãos nos cotovelos
  • mãos nos joelhos...

Use a criatividade, mude ou aumente, crie e invente!

Primeiros dias

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Nos primeiros dias de aula o contato do professor com seus alunos é fundamental para o bom relacionamento que irá acontecer ao longo do ano. Enfeite a sua sala, coloque os nomes dos alunos nos enfeites, prepare surpresas para a sua turma, que podem ser brincadeiras e/ou lembrancinhas. Como trabalho em escola pública procuro por opções onde o gasto seja menor. As brincadeiras são ótimas, as crianças interagem, se conhecem e seus alunos aprendem que a escola é um lugar gostoso e divertido.
Algumas brincadeiras para fazer com a turma:
  • Telefone sem fio
  • Seu mestre mandou
  • Encosta-encosta
  • Estátua
  • Passa-passa
  • Corre cutia
  • Amarelinha
  • Pular corda
  • Mímica
  • Adivinhas

Onde você encontra mais brncadeiras:

Estamos começando mais um ano... Aguardem as atividades.

domingo, novembro 05, 2006

Não acredito, por diversas razões, que se tenha que esperar que a criança esteja pronta para aprender a ler e a escrever, considero importante o trabalho do professor para proporcionar essa prontidão. Atividades de esquema corporal, coordenação visomotora, discriminação auditiva, visual, tátil, gustativa e olfativa, orientação temporal e espacial e o desenvolvimento da linguagem oral são fundamentais nesse período de preparação para a escrita. Em algumas escolas a prontidão é trabalhada juntamente com a leitura e a escrita, nada impede que isso ocorra com sucesso, mas é necessário sempre avaliar a turma antes para saber como e quando agir em favor de auxiliar a criança no seu processo de construção do aprendizado.
Algumas atividades - esquema corporal
Têm como objetivo propiciar que o aluno identifique as partes do próprio corpo e suas funções.
(Interdisciplinar com Ciências, História, Valores Humanos, Geografia, Matemática e Artes)

Atividades variadas que promovam a identificação e nomeação das partes e órgãos do corpo.

Veja as músicas abaixo clicando no link... http://musicascomatiaerika.blogspot.com

Músicas:"Cabeça, ombro, joelho e pé" , "Fui ao mercado", "Da ladeira abaixo vem a formiguinha", "Meu boneco de lata" ( Fazer o boneco com sucatas.)

Questionar com os alunos a diferença entre o corpo dos meninos e das meninas.

  • Mostrar em transparência ou com auxílio de datashow um corpo de menino e outro de menina, lado a lado, uns vestidos e outros nus.
  • Levar os alunos a perceberem se a figura é menino ou menina. Questionar como sabem, com roupa e sem roupa.
  • Comparar:
  • cor do cabelo,
  • tipo do cabelo,
  • cor dos olhos,
  • cor da pele,
  • altura,
  • roupa,
  • calçados,
  • acessórios,
  • etc.

Recortar e colar meninos e meninas diferentes. Pode-se usar poemas como "Diversidade" de Tatiana Belinsky, para fazer um mural - sugestão da professora Leoana.

Conversar sobre os cuidados que temos que ter com o nosso corpo.

Promover atividades em que os alunos precisem usar os nomes dos colegas. (Ver esse tópico mais explicado posteriormente.)

  • Círculo do nome
  • "Se eu fosse um peixinho"
  • Entrega de crachás

Explicar que as crianças são diferentes, mas têm os mesmos direitos.

Quebra-cabeças com o desenho do corpo humano de menina e menino.

Trabalhar expressões fisionômicas:

  • fazer as expressões: feliz, zangada, triste, pensativa, com sono, duvidando, cansada com as crianças e pedir que desenhem expressões alegre, chorando, triste e zangada. Pedir que coloquem nariz, sombracelhas e orelhas (comumente esquecem).

Brincar de estátua: quando a música parar uma criança tenta fazer alguém rir. Se conseguir a criança que riu será a próxima a tentar fazer outra rir. Essa brincadeira pode ser demorada, dependendo do número de alunos, pode-se então, fazê-la durante uma semana, para que todos possam brincar.

No caderno de desenho pedir que contornem as mãos e os pés, com lápis e cubram o contorno com giz de cera. Depois fazem as unhas. Podem também cobrir as mãos com barbante ou lã colorida, cascas de lápis, bolinhas de papel, quadrinhos de EVA, etc, fazer acessórios como anéis, pulseiras, luvas e relógios. Podem ainda escrever dentro da mão palavras que expressem o que podemos fazer com nossas mãos que é bom. A professora escreve no quadro e os alunos copiam. Se for ano de Copa, podem pintar as mãos de verde e amarelo e fazer leques. Se for assim o contorno deverá ser feito na cartolina e as mãos esquerda e direita coladas juntas, uma de frente para a outra. Então o aluno pintara a palma de uma mão e as costas de outra. Com os pés pode-se fazer um "caminho do bem", com palavras escritas nos pés que mostrem que vamos pelo bom caminho, como por favor, obrigado, respeito, amizade, amor, etc. Também é possível fazer uma árvore, usando os recortes dos pés como caule e as mãos como folhas. Fica lindo!!!

Na roda da conversa podemos fazer uma atividade por dia, no início do ano letivo, ou conforme as atividades forem acontecendo. É importante que tenha sentido para a criança.

  • Descreva-se: cor dos olhos, cabelo, pele, tamanho, tipo de cabelo, etc.
  • Diga o seu nome completo e idade.
  • Fale do que mais gosta de brincar.
  • Fale os nomes do papai e da mamãe.
  • Fale do que mais gosta de comer.
  • Onde você mora?
  • Fale a sua cor preferida.
  • Fale o seu telefone.
  • Fale sobre o trabalho da mamãe.
  • Fale seu desenho preferido.
  • Fale sobre o trabalho do papai.
  • Qual é o animal que você mais gosta?

Essas atividades podem ser avisadas com um dia de antecedência para que as crianças possam trazer seus dados corretos, figuras, etc.

Fazer o corpo humano desenhando, recortando e colando, modelando.

No desenho, escolha duas crianças para fazerem uma o contorno do corpo da outra e as duas juntas fazerem os órgãos e as roupas. Depois compare com a turma o tamanho do desenho no papel pardo e o outro no caderno. São duas formas diferentes de se representar o corpo humanos através de desenho, uma em tamanho real, a outra em tamanho reduzido.

Simetria:

  • recorte de uma pessoa que esteja de frente, ou figura recortada ou mimeografada.
  • dividir o recorte ou a figura ao meio na vertical com os alunos e pedir que eles observem e nomeiem as partes simétricas do corpo.

Essas atividades podem ser sequenciais, mas não necessariamente ocupar todas as aulas com elas. Intercale-as com as de leitura e escrita.

Avaliação:

  1. desenho do corpo (diagnóstica),
  2. desenho do corpo (orientado),
  3. desenho do corpo (sozinho),
  4. desenho do corpo com cenário. Pode-se escolher uma data comemorativa que coincida com a avaliação.