É necessário que as instituições de educação infantil incorporem as funções de educar e cuidar, associadas a padrões de qualidade, que considerem as crianças nos seus contextos sociais, ambientais, culturais, nas interações e práticas sociais para a construção de uma identidade autônoma. A instituição precisa ter papel socializador, que propicie o desenvolvimento da identidade das crianças, por meio de aprendizagens diversificadas, realizadas em situações de interação. Educar, nesse contexto, significa propiciar situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma integrada, que possam contribuir para o desenvolvimento das capacidades infantis de relação interpessoal, de ser e estar com os outros em uma atitude básica de aceitação, respeito e confiança, e o acesso, pelas crianças, aos conhecimentos mais amplos da realidade social e cultural. Nesse processo, a educação poderá auxiliar o desenvolvimento das capacidades de apropriação e conhecimento das potencialidades corporais, afetivas, emocionais, estéticas e éticas, na perspectiva de contribuir para a formação de crianças felizes e saudáveis.
terça-feira, julho 17, 2007
É necessário que as instituições de educação infantil incorporem as funções de educar e cuidar, associadas a padrões de qualidade, que considerem as crianças nos seus contextos sociais, ambientais, culturais, nas interações e práticas sociais para a construção de uma identidade autônoma. A instituição precisa ter papel socializador, que propicie o desenvolvimento da identidade das crianças, por meio de aprendizagens diversificadas, realizadas em situações de interação. Educar, nesse contexto, significa propiciar situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma integrada, que possam contribuir para o desenvolvimento das capacidades infantis de relação interpessoal, de ser e estar com os outros em uma atitude básica de aceitação, respeito e confiança, e o acesso, pelas crianças, aos conhecimentos mais amplos da realidade social e cultural. Nesse processo, a educação poderá auxiliar o desenvolvimento das capacidades de apropriação e conhecimento das potencialidades corporais, afetivas, emocionais, estéticas e éticas, na perspectiva de contribuir para a formação de crianças felizes e saudáveis.
segunda-feira, julho 16, 2007
No processo de construção do conhecimento, as crianças se utilizam das mais diferentes linguagens e exercem a capacidade que possuem de terem idéias e hipóteses originais sobre aquilo que buscam desvendar. As crianças constroem o conhecimento a partir das interações que estabelecem com as outras pessoas e com o meio em que vivem, se esforçando por compreendê-los e expressando por meio de brincadeiras as condições de vida a que estão submetidas, seus anseios e desejos. O conhecimento não se constitui em cópia da realidade, mas sim, fruto de um intenso trabalho de criação, significação e ressignificação. Compreender, conhecer e reconhecer o jeito particular das crianças serem e estarem no mundo é o grande desafio da educação infantil e de seus profissionais. Embora os conhecimentos derivados da psicologia, antropologia, sociologia, medicina etc. possam ser de grande valia para desvelar o universo infantil apontando algumas características comuns de ser das crianças, elas permanecem únicas em suas individualidades e diferenças.
A concepção de construção de conhecimentos pelas crianças em situações de interação social foi pesquisada, com diferentes enfoques e abordagens, por vários autores, dentre eles: Jean Piaget, Lev Semionovitch Vygotsky e Henry Wallon. Nas últimas décadas, esses conhecimentos que apresentam tanto convergências como divergências, têm influenciado o campo da educação. As teorias construtivistas preconizam tanto a ação do sujeito, como o papel significativo da interação social no processo de aprendizagem e desenvolvimento da criança.
A preocupação com o desenvolvimento emocional da criança pequena resultou em propostas nas quais os profissionais deveriam atuar como substitutos maternos. Outra tendência foi usar o espaço escolar para o desenvolvimento de uma pedagogia relacional, baseada exclusivamente no estabelecimento de relações pessoais intensas entre adultos e crianças.
O termo "cognitivo" ora aparece ligado ao desenvolvimento das estruturas do pensamento (capacidade de generalizar, recordar, formar conceitos e raciocinar logicamente), ora se referindo a aprendizagens de conteúdos específicos.
O desenvolvimento das capacidades cognitivas do pensamento humano mantém uma relação estreita com o processo das aprendizagens específicas que as experiências educacionais podem proporcionar.
A elaboração de propostas educacionais, veicula necessariamente concepções sobre criança, educar, cuidar e aprendizagem, cujos fundamentos devem ser considerados de maneira explícita.
sábado, julho 14, 2007
Grande parte das instituições de Educação Infantil do Brasil nasceram com o objetivo de atender exclusivamente às crianças de baixa renda, como estratégia para combater a pobreza e resolver problemas ligados à sobrevivência das crianças, justificando atendimentos de baixo custo, com escassez de recursos, precariedade de instalações, formação insuficiente de seus profissionais e alta proporção de crianças por adulto. O atendimento era entendido como um favor oferecido para poucos. A concepção educacional era marcada por características assistencialistas, desconsiderando as questões de cidadania ligadas aos ideais de liberdade e igualdade. Para modificar essa concepção assistencialista faz-se necessário atentar para várias questões que envolvem assumir especificidades da educação infantil e rever concepções sobre a infância, as relações entre classes sociais, responsabilidades da sociedade e o papel do Estado diante das crianças pequenas. Há práticas que privilegiam os cuidados físicos, partindo de concepções que compreendem a criança pequena como carente, frágil, dependente e passiva, e que levam à construção de procedimentos e rotinas rígidas, dependentes todo o tempo da ação direta do adulto, o que resulta em períodos longos de espera entre um cuidado e outro, sem respeitar a singularidade e a individualidade de cada criança. Essas concepções tolhem a possibilidade da criança tornar-se independente e de aprender sobre o cuidado de si, do outro e do ambiente.
Em outras concepções o cuidado é compreendido como sendo referente à proteção, saúde e alimentação, incluindo as necessidades de afeto, interação, estimulação, segurança e brincadeiras que possibilitem a exploração e a descoberta.
PCNs da Educação Infantil
A Educação Infantil se expandiu no Brasil e no mundo para acompanhar a intensificação da urbanização, a participação da mulher no mercado de trabalho e as mudanças estruturais das famílias e a sociedade se tornou mais consciente da importância da primeira infância.
O atendimento às crianças de zero a cinco anos é reconhecido na Constituição Federal de 1988, passando a ser, um dever do Estado e um direito da criança (artigo 208, inciso IV). O Estatuto da Criança e do Adolescente, de 1990, destaca também o direito da criança a este atendimento. Reafirmando essas mudanças. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei no 9.394/96 estabelece o vínculo entre o atendimento às crianças de zero a cinco anos e a educação, o que merece um post a parte.
A educação infantil é considerada a primeira etapa da educação básica (título V, capítulo II, seção II, art. 29), tendo como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade (quando ela foi feita ainda não existia o ensino fundamental de nove anos).
A função dos PCNs é contribuir com as políticas e programas de educação infantil, socializando informações, discussões e pesquisas, subsidiando o trabalho educativo de técnicos, professores e demais profissionais da educação infantil e apoiando os sistemas de ensino estaduais e municipais.
- o respeito à dignidade e aos direitos das crianças, consideradas em todas as suas diferenças;
- o direito das crianças a brincar, como forma de expressão, pensamento, interação e comunicação;
- o acesso das crianças aos bens socioculturais disponíveis, ampliando o desenvolvimento das capacidades relativas à expressão, pensamento, interação social, ética, estética e comunicação;
- a socialização das crianças;
- o atendimento aos cuidados essenciais associados à sobrevivência e ao desenvolvimento de sua identidade.
A criança tem direito, antes de tudo, de viver experiências prazerosas nas instituições.
Agradecimento aos visitantes
Para compensar tanto carinho resolvi ser mais pontual com minhas postagens, iniciando pelo estudo dos PCNs da Educação Infantil.
Alfabetizando
terça-feira, maio 01, 2007
Gostaria de me desculpar com os leitores, pela ausência prolongada e pela falta de posts realmente referentes à alfabetização. Estive fora da sala de aula e permanecerei assim por um tempo. Tempo esse que está sendo investido em estudos que refletirão em minha prática posteriormente. Tentarei cumprir minha proposta começando por hoje. Mas alerto de que não será fácil e que terei que escrever devagar. Espero poder contar com a compreensão de vocês.
Cartão do comportamento
domingo, abril 22, 2007
Professor responsável: Erika Araújo Uhlemann Corrêa.
Que letra uso para alfabetizar?
sábado, janeiro 27, 2007
Você pode estar se perguntando o que tudo isso postado aqui tem a ver com alfabetização. Lhe informo que TUDO. A criança precisa de ter noção do próprio corpo, do mundo que a cerca para entender a folha do caderno, a letra que ela irá traçar. Falando em letra, ponderemos o uso de qual tipo é adequado à alfabetização. Roda da conversa
sexta-feira, janeiro 26, 2007
Costumo fazer a RODA todos os dias na primeira semana e só na segunda-feira posteriormente, ou no primeiro dia de aula da semana, caso haja feriado. No início começamos com coisas simples. Fazemos a roda para falar sobre o animal que mais gostamos, a cor que mais gostamos, o nome completo, a idade, o endereço, nome do papai, nome da mamãe, quantas pessoas mora na sua casa, se tem animal de estimação... Pois assim adquirimos informações das crianças, vemos o seu conhecimento sobre a própria vida, o que precisamos ajudá-la a melhorar na fala, observamos se tem algum distúrbio de fala e ainda promovemos o conhecimento e o introsamento da turma.
Recebendo as crianças
- pé ante pé
- na ponta dos pés
- nos calcanhares
- pulando com os 2 pés
- pulando com 1 pé, ora direito, ora esquerdo
- olhando para baixo, com o queixo encostado no peito
- andando de lado, ora direito, ora esquerdo
- andando de ré
- com as mãos na cintura
- com as mãos na cabeça
- com as mãos na barriga
- com as mãos para cima
- com as mãos no bumbum
- com as mãos na coxa
- agachado
- com as mãos no calcanhar
- esticado (pés e braços)
- rebolando
- mãos abanando, ora direita, ora esquerda, ora as duas, ora para baixo, ora pra frente, ora para cima
- mãos nos ombros
- mão no nariz
- mão na boca
- mãos nas costas
- mãos no peito
- mãos no pescoço
- mãos nos ouvidos
- mãos nas pernas
- mãos nos cotovelos
- mãos nos joelhos...
Use a criatividade, mude ou aumente, crie e invente!
Primeiros dias
quinta-feira, janeiro 25, 2007
- Telefone sem fio
- Seu mestre mandou
- Encosta-encosta
- Estátua
- Passa-passa
- Corre cutia
- Amarelinha
- Pular corda
- Mímica
- Adivinhas
Onde você encontra mais brncadeiras:
domingo, novembro 05, 2006
Atividades variadas que promovam a identificação e nomeação das partes e órgãos do corpo.
Veja as músicas abaixo clicando no link... http://musicascomatiaerika.blogspot.com
Músicas:"Cabeça, ombro, joelho e pé" , "Fui ao mercado", "Da ladeira abaixo vem a formiguinha", "Meu boneco de lata" ( Fazer o boneco com sucatas.)
Questionar com os alunos a diferença entre o corpo dos meninos e das meninas.
- Mostrar em transparência ou com auxílio de datashow um corpo de menino e outro de menina, lado a lado, uns vestidos e outros nus.
- Levar os alunos a perceberem se a figura é menino ou menina. Questionar como sabem, com roupa e sem roupa.
- Comparar:
- cor do cabelo,
- tipo do cabelo,
- cor dos olhos,
- cor da pele,
- altura,
- roupa,
- calçados,
- acessórios,
- etc.
Recortar e colar meninos e meninas diferentes. Pode-se usar poemas como "Diversidade" de Tatiana Belinsky, para fazer um mural - sugestão da professora Leoana.
Conversar sobre os cuidados que temos que ter com o nosso corpo.
Promover atividades em que os alunos precisem usar os nomes dos colegas. (Ver esse tópico mais explicado posteriormente.)
- Círculo do nome
- "Se eu fosse um peixinho"
- Entrega de crachás
Explicar que as crianças são diferentes, mas têm os mesmos direitos.
Quebra-cabeças com o desenho do corpo humano de menina e menino.
Trabalhar expressões fisionômicas:
- fazer as expressões: feliz, zangada, triste, pensativa, com sono, duvidando, cansada com as crianças e pedir que desenhem expressões alegre, chorando, triste e zangada. Pedir que coloquem nariz, sombracelhas e orelhas (comumente esquecem).
Brincar de estátua: quando a música parar uma criança tenta fazer alguém rir. Se conseguir a criança que riu será a próxima a tentar fazer outra rir. Essa brincadeira pode ser demorada, dependendo do número de alunos, pode-se então, fazê-la durante uma semana, para que todos possam brincar.
No caderno de desenho pedir que contornem as mãos e os pés, com lápis e cubram o contorno com giz de cera. Depois fazem as unhas. Podem também cobrir as mãos com barbante ou lã colorida, cascas de lápis, bolinhas de papel, quadrinhos de EVA, etc, fazer acessórios como anéis, pulseiras, luvas e relógios. Podem ainda escrever dentro da mão palavras que expressem o que podemos fazer com nossas mãos que é bom. A professora escreve no quadro e os alunos copiam. Se for ano de Copa, podem pintar as mãos de verde e amarelo e fazer leques. Se for assim o contorno deverá ser feito na cartolina e as mãos esquerda e direita coladas juntas, uma de frente para a outra. Então o aluno pintara a palma de uma mão e as costas de outra. Com os pés pode-se fazer um "caminho do bem", com palavras escritas nos pés que mostrem que vamos pelo bom caminho, como por favor, obrigado, respeito, amizade, amor, etc. Também é possível fazer uma árvore, usando os recortes dos pés como caule e as mãos como folhas. Fica lindo!!!
Na roda da conversa podemos fazer uma atividade por dia, no início do ano letivo, ou conforme as atividades forem acontecendo. É importante que tenha sentido para a criança.
- Descreva-se: cor dos olhos, cabelo, pele, tamanho, tipo de cabelo, etc.
- Diga o seu nome completo e idade.
- Fale do que mais gosta de brincar.
- Fale os nomes do papai e da mamãe.
- Fale do que mais gosta de comer.
- Onde você mora?
- Fale a sua cor preferida.
- Fale o seu telefone.
- Fale sobre o trabalho da mamãe.
- Fale seu desenho preferido.
- Fale sobre o trabalho do papai.
- Qual é o animal que você mais gosta?
Essas atividades podem ser avisadas com um dia de antecedência para que as crianças possam trazer seus dados corretos, figuras, etc.
Fazer o corpo humano desenhando, recortando e colando, modelando.
No desenho, escolha duas crianças para fazerem uma o contorno do corpo da outra e as duas juntas fazerem os órgãos e as roupas. Depois compare com a turma o tamanho do desenho no papel pardo e o outro no caderno. São duas formas diferentes de se representar o corpo humanos através de desenho, uma em tamanho real, a outra em tamanho reduzido.
Simetria:
- recorte de uma pessoa que esteja de frente, ou figura recortada ou mimeografada.
- dividir o recorte ou a figura ao meio na vertical com os alunos e pedir que eles observem e nomeiem as partes simétricas do corpo.
Essas atividades podem ser sequenciais, mas não necessariamente ocupar todas as aulas com elas. Intercale-as com as de leitura e escrita.
Avaliação:
- desenho do corpo (diagnóstica),
- desenho do corpo (orientado),
- desenho do corpo (sozinho),
- desenho do corpo com cenário. Pode-se escolher uma data comemorativa que coincida com a avaliação.






