“Eu fico abismado com a facilidade com que pessoas desinformadas chegam a certezas, a opiniões inflamadas quando não têm qualquer base para julgarem.” William Golding
"A educação é o futuro da nação"
O colunista da Folha de São Paulo, Hélio Schwartsman, publicou no dia 16/01, última sexta-feira, um artigo que defende a eliminação do Enem, como ele é feito atualmente, limitando-o a testes objetivos.
A não realização da produção textual, por mais da metade dos alunos e menos de 9% que zeraram a nota, aguçaram críticas ao exame. Não é pouco, concordo. Não dá para fazer de conta que nada aconteceu. Mas retirar a redação do Enem é uma medida extremista e dissociada do que se espera de um ensino de qualidade.
Hélio diz que compreende “ a atração que a prova dissertativa causa no público em geral e nos pedagogos em particular. Em teoria, não há nada melhor do que uma redação para avaliar o estudante.” E eu questiono... a capacidade de argumentar seria então um desejo dos professores e do público, ou uma das necessidades para exercer a cidadania em seus plenos direitos e deveres? E ainda, o colunista afirma que o preço a se pagar pela dissertação é a correção objetiva impossível da mesma, pela quantidade de textos produzidos e que sem a redação, “o Enem seria mais justo, mais estável, mais barato”, não haveria necessidade de contratar revisores e o resultado seria mais rápido!
De acordo com o filósofo (pasmei!), a retirada da redação não causa perda nula, mas “é administrável”, pois não significaria a “morte da escrita” e argumenta que “o desempenho em testes de múltipla escolha e a capacidade de expressão verbal” são correlatos à produção escrita de forma significativa, tornando a dissertação desnecessária.
Luiz Carlos de Freitas, professor da Unicamp, escreveu sobre o assunto em seu blog e define a postura do filósofo como um defensor da “Lei de Gérson”, caracterizando essa proposta como um “nivelamento por baixo”.
Como se fosse pouco, José Reinaldo Azevedo e Silva, jornalista político, colunista da revista Veja, afirma em seu blog, referindo-se à forma como os professores trabalham a dissertação: “É o que têm feito os professores: um emplastro antipoliticamente incorreto, destinado a “aliviar os nossos pobres alunos da tentação de dizer o que eventualmente pensam”."
Os professores, segundo ele, reduzem a aprendizagem de argumentação dos alunos à mera sedução do leitor.
Sinceramente não sei se choro ou se entro em estado de choque!








