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"Ensinar não é transferir conhecimento..." Paulo Freire

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"Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses." Sócrates

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Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros." Bill Gates
 

domingo, março 02, 2014




26/02 - quarta-feira
 Uau, na escola a semana voa!

 Arte

 Pedi aos alunos que trouxessem material para a aula de Arte, para enfeitarmos as máscaras. Resolvi fazer uma máscara no papel, para guardarem e comprei as que usarão para brincar o carnaval. Pedi paetês (lantejoulas), cola colorida, com ou sem glitter, brilho (glitter ou purpurina), cola, tesoura e lápis de cor.
 Como vamos trabalhar em grupos, espero que dividam o material. Se muitos alunos não trouxerem o que foi pedido, adio a aula por mais um dia.

 Matemática - não dei ontem

 Continuação dos numerais egípcios - essas atividades são para que os alunos compreendam como os números surgiram, que eles têm uma história. Não vou aprofundar muito no assunto, mas tem como usá-las para fazer operações matemáticas que serão úteis no entendimento da nossa forma de realiza-las.

 1 - Escrita dos numerais egípcios
 2 - Comparação desses numerais com os nossos em forma de reescrita.
 3 - Operações: Adição, subtração, multiplicação e divisão simples, utilizando nossos numerais e escrevendo a resposta com os números egípcios.

 Para casa

 1 - Transcrever numerais egípcios no nosso sistema de numeração decimal e vice-versa.

 Creio que com a atividade de Arte não haverá tempo para mais outras, pelo que já conheci da sala, mas melhor prevenir:

 Língua Portuguesa:
 Atividades com letras maiúsculas e minúsculas.

 Abaixo os modelos das máscaras para a folha de Arte.






Ainda sobre o trabalho em grupo de acordo com Gesell


 Os grupos podem ser mistos, mas a tendência é que sejam unilaterais. As meninas ficam quase sempre de risos e segredinhos e os meninos se divertem com lutas e travessuras, podendo ver-se em dificuldades com outros meninos. Fazem gozações uns dos outros. Meninos e meninas desdenham cordialmente uns dos outros, especialmente sobre aqueles por quem tem afeição.
 Esse recíproco desdém faz parte da tendência do mecanismo de desenvolvimento deles, tem a mesma lógica de retraimento que os leva a libertarem-se, até certo ponto, dos laços familiares. Uma aproximação tem de ser contrabalanceada por um afastamento. A criança precisa para crescer, de adquirir o sentimento de sua posição individual, nãoa penas em relação aos pais, mas também relativamente ao sexo oposto.
 Assim, cada um dos sexos exprime um certo desprezo pelo outro, definindo distinções psicológicas que se encontram em elaboração, quer auxiliadas pela cultura, quer independentemente desta.
 Essas aversões não se observam em relação às crianças menores. Ambos defendem os irmãos mais novos e os protegem, mesmo sendo de outro sexo. 
 A criança de nove anos é relativamente descuidada na sua aparência e vestuário. As meninas estão mais perto da puberdade do que os rapazes, por isso interessam tanto em maquiagens e arrumar os cabelos, mesmo que tragam a roupa e os sapatos sujos, ou os dentes sem escovar.
 Nessa idade, a personalidade está tentando reafirmar-se e reorganizar-se. Apesar de necessitarem de estímulos, não são muito dependentes de elogios e podem até manifestar surpresa quando recebem um, mas aceita-o e colhe seus benefícios.
 Demora mais tempo ao fazer a lição do que quando tinha 8 anos, manifesta mais interesse pela técnica e pela perícia de execução, analisa seus movimentos, mostra-se mais interessada em exercitar suas aptidões. Por vezes pode ser uma pessoa razoável e bem equilibrada, outras exagerar em qualquer coisa que lhe agrade, repete essa coisa várias vezes.
 Pode ainda querer ver o mesmo filme várias vezes seguidas, repetindo uma experiência com ligeiras variações que a ajudam a assimilar e apurar informações. É menos dispersa, mais organizada do que aos oito anos. É auto motivada, não precisa que alguém lhe diga o que tem que fazer, quando já sabe o que é para fazer.
 Sua emotividade é mais sensível, mais apurada, pode autoanalisar e fazer críticas sociais. A consciência está nitidamente a formar-se dentro delas, sua emotividade acha-se tão amadurecida que é capaz de detectar diferenças sutis nas maldades dos outros e de sentir quando as suas próprias maldades são dignas de censura. Quer ser franca com toda a gente, comenta acerca da injustiça de um adulto, é realista em questões de moral.
 É um tanto cética, não acredita mais em coelhos da Páscoa, em Papai Noel, mas não destrói a fantasia dos menores que ela. Acredita na sorte e no acaso, mas também na lei, por isso é tão ansiosa por descobrir como é que as coisas se fazem e por que elas são o que são. Procura a correção e a explicação de seus erros, não liga muito para religião.

A vida escolar de nove anos, segundo Gesell



 A criança gosta da escola. A rotina de se arrumar tornou-se mais fácil, já é capaz de controlar melhor os eu tempo e agora é dela a responsabilidade de chegar no horário.
 tem dificuldades de se lembrar de levar o material necessário, mesmo que tenha planejado fazê-lo e que já tenha posto parte do material na pasta, precisa ainda que a lembrem. Os pais não devem ficar nervosos com isso, devem se lembrar como se aprontam agora rapidamente, como reparte bem o seu tempo. 
 Quando levam para a escola um material inadequado aceitam melhor que não deveriam tê-lo levado e deixam-no até a hora da saída.
 Conta na escola mais coisas sobre sua vida doméstica e das atividades de ar livre do que conta em casa o que aconteceu na escola.
 Não fala muito da professora em casa, mas a imita e fala de seus modos de falar e agir.
 Muitas professoras reclamam que é a sala mais difícil de se trabalhar, mas devem se lembrar que essa criança é individualista, com gostos e desagrados bem definidos. Quer ser independente da professora, mas no seu trato com ela procura ser razoável e ressente-se de quaisquer decisões que lhe pareça injusta.
 A professora só deve ir ao auxílio da criança quando ela realmente precisa dela. A criança está mais presa ao estudo do que à professora.
 A criança não gostar de uma professora pode ligar-se ao fato de não gostar de determinada matéria. Essa criança de 9 anos tem medo de não conseguir bons resultados e depois ficar com vergonha de não ter conseguido.
 Sente-se mais feliz em trabalhar em um grupo onde possa atuar no seu ritmo do que em algum que seu ritmo seja mais lento que os dos demais.
 Cada uma tem uma mania de chegar na sala e pode ser que a professora tenha que lhe chamar atenção para a lição, mas uma vez começada a aula, cada uma pega seu caderno e faz um ou outro comentário acerca da tarefa e põe mãos à obra. 
 Obs: Ou seja, a quantidade e a diversidade de atividades deve ser boa o suficiente para não deixa-los enfadados, nem desmotivados.
 Essa criança pode até ver o trabalho do colega, mas prefere a orientação da professora.
 Podem se impacientar com um colega mais atrasado, anseia por boas notas e um fracasso pode desencorajá-la.
 Se ela enfrenta uma atividade que lhe parece desagradável, dizer-lhe até onde terá que ir e o tempo aproximado que irá gastar economiza reclamações. Procura atingir o objetivo o mais depressa possível.
 Reclama que não tem boa memória, melhor passar sempre atividades escritas para casa.
 Gostam de ler para se informarem e obter dados reais.
 A escrita deve ser utilizada para fins práticos. Há crianças que fazem seus diários, gostam de escrever bilhetes, cartas.
 Gosta de copiar, pensa que é uma forma de melhorar a sua memória fraca.
 Muitas preferem a Matemática, ou a odeiam, podendo variar sua opinião quando entendem a lição, ou não. 
 Prefere geralmente o trabalho escrito ao oral.
 Gosta que a professora a ajude a saber onde errou em suas contas, ainda não o consegue fazer sozinha.
 Tem interesse pelos preços das coisas e imagina numerosos problemas práticos relacionados com os números que se lhe deparam na leitura ou nas conversas.
 Normalmente tem um amigo predileto na sala, com quem brinca e o defende, protegendo-o. Os meninos formam pares mais unidos. Gostam de praticar jogos orientados por adultos.
 Obs= ótima oportunidade para atividades lúdicas.
 Ainda há muito o que ler e dividir com vocês sobre essa idade, mas já tive algumas ideias, como o trabalho em grupo e entendi melhor a postura de algumas crianças. Reler é sempre uma surpreendente aventura, pois cada olhar é único.

Resolvendo o problema de disciplina

TRABALHO EM GRUPO

 Bom, até agora então o que eu entendi é que meus alunos são resmungões, mas eu devo ignorar isso, é da idade, gostam de desafios, não gostam de ser tratados como crianças e que devo propor trabalho em grupos. Ótimo, creio que posso tentar, já fiz algumas vezes.
 Bem, vou tentar assim, creio que deixarei que eles façam os grupos por afinidades, já que há alguns grupos que brigam em sala de aula. Se der problemas, eu mudo os alunos de grupo com diálogo.
 Definidos os grupos, precisamos definir as regras.
 Costumo trabalhar assim:
 1 - Quem termina primeiro deve ajudar quem ainda não terminou.
 2 - Ajudar não é dar a resposta! Se você dá a resposta seu amigo não aprende. Só aprende quem faz! 
 Obs - Costumo conversar com os alunos e comparar o aprender com o andar de bicicleta. Se alguém anda por você, você aprende? Normalmente a maioria responde que não. Invento até uma história de um menino que foi andar de bicicleta e o melhor amigo ofereceu para ensinar, foram para uma praça e quando estavam andando o colega que estava na bicicleta foi andando e explicando tudo para o dono da bike. Quando o colega foi andar o que houve? Eles sempre me responde que o menino não aprendeu. Pois bem, só aprende quem faz! Se você deixar o seu amigo fazer para você, você deixará de aprender!
 3 - Todo grupo tem um líder por dia, responsável ao ver se todos terminaram a lição, se alguém precisa de ajuda e é o único que pode levantar e ir falar comigo. Ele representa o grupo! Um líder por dia, escolhido pelo comportamento, ou votado pelo grupo.
 4 - Só corrijo a lição do grupo, quando for no caderno e não coletiva (no quadro), quando todos do grupo terminarem.
 5 - Não pode brigar com o colega, só ajudar. Se ele precisa de muita ajuda o líder pode conversar comigo para eu ajuda-lo.
 6 - Colegas que atrapalham o grupo, ficam conversando, bagunçando ou se recusam a fazer a lição tem o destino decidido pelo grupo. Pode ficar sem recreio, ter que ir para outro grupo, ficar sem ed. física. (embora eu ache isso muito errado, muitas vezes foi a única solução encontrada. é como se eu dissesse, você fez bagunça, fica sem aula de Português! Ed. Física é conteúdo relevante ou brincadeira?). Podem também levar advertência para casa, para ser assinada pela família, o que não pode é continuar atrapalhando o grupo.
 7 - Só faça com o outro o que você gostaria que fizesse com você.
 Isso vale muito na hora das assembleias de punição, de ajuda, etc.

 Vou começar amanhã, vamos ver se vai funcionar, vou tentar por duas semanas.

Problemas com a disciplina

Bem, como estou com problemas em relação a disciplina da sala, resolvi estudar mais um pouquinho... Então compreendo que 23 anos de sala de aula não é nada quando se tem um desafio a frente, cada turma é única, sempre!

A criança de 9 anos
Adaptado de Arnold Gesell

Perfil
Idade complicada pois não se é mais criança, nem se é adolescente ainda. Nessa fase a criança é mais segura de si, adquire nov...as formas de dependência de si mesma que modificam profundamente as suas relações com a família, a escola e os comportamentos e com a cultura em geral. São modificações sutis, mas que merecem atenção.
A automotivação é a principal característica dos nove anos.
Ou seja elogiar é mais valioso do que punir.
Essa criança tem uma crescente capacidade de se interessar por coisas ou por sua própria iniciativa ou a mais leve sugestão do meio. Ótima fase para se propor desafios.
Apresenta um ar preocupado de uma pessoa atarefada, tanto em casa, como na escola. Tem tanto em que pensar que parece que lhe falta tempo para as tarefas de rotina e não gosta de ser interrompida em suas atividades. Não gosta de ficar ociosa (preciso pensar nisso).
Pode por a prova sua capacidade e fazer o melhor que pode. Por isso os elogios são tão importantes, por pior que pareça o trabalho, ela se esforçou e merece reconhecimento.
Obs - toda regra tem exceção, sempre!
Depende mais do estímulo dos adultos do que quando tinha oito anos. Dedica certa atenção a uma tarefa difícil, apela para reservas de energia e de renovação da abordagem de uma dificuldade em tentativas repetidas. Não se importa tanto em corrigir, em repetir uma atividade.
Ao encontrar um desafio, age de forma que não mais nos parece como uma criança, precisa pensar primeiro, gosta de pensar de antemão e de ver o que está adiante.
quando a tarefa é complicada Pede que lhe expliquem, depois, se não consegue bons resultados, mostra sua capacidade de autocrítica. Deprecia-se com mais frequência, é crítica com ela e com os outros. Mas ainda está em uma margem de desenvolvimento que não está segura nem estabilizada. Está a elaborar novos esquemas emocionais. Revela isso na sua resmunguice e variação de humor: mostra-se ora atrevida, ora bem-humorada, ora bem disposta, ora mal-humorada.
Sente afeição pela professora e isso pode deixar a criança tímida. 
Às vezes pode se apresentar confusa, nas nuvens, necessitando que a lembre o que fazer. Pode se desculpar de uma má ação dizendo que esqueceu como era para fazer.
Esses momentos de alheamento são devidos aos novos fatos mentais que estão ocorrendo no seu desenvolvimento.
Mostra interesse por seriações e categorias, fazer listas, jogos com bola, gosta de classificar, identificar, organizar a sua informação. Essa é uma boa oportunidade para se trabalhar ortografia e gramática, sem impor regras e sim estimulando-as a construi-las.
Gosta de história em quadrinhos, presta atenção aos pormenores significativos e curiosos eu cheguem até ela por meio do rádio, da TV, do cinema de revistas e das conversas dos adultos.
Revela uma capacidade de discriminar a conexão entre os pais e a professora, refinamento das emoções e atitudes e aprofundamento da vida emocional.
Tende a ser bem organizada, pensar nas suas possibilidades, capaz de ajuizar também as nossas.
Não gosta, nem precisa ser tratada com benefícios. Em geral não é muito agressiva.
Tem opiniões sobre os pais e os professores, sagazes e francas.
Revela sentido de justiça, de sensatez nas suas opiniões e expectativas. É capaz de aceitar uma censura, pondo em destaque a pessoa que originou a questão.
Mostra vivo interesse emotivo e intelectual, por medidas repressivas, privilégios, regras e maneiras de agir, sobretudo na vida da escola. Avalia a justiça dos castigos pelos próprios padrões e pelo grupo. É receptiva a ideias elementares de justiça.
De um modo geral é digna de confiança, acaba por confessar seus erros, mais à família do que aos professores, mas lhe pesa a consciência e acaba por dizer.
Tem noção de suas responsabilidades. Gosta que confiem nela, de ter certa liberdade, de que a deixem andar à vontade, sem vigilância.
Sua resmunguice não deve ser levada a sério, faz parte do seu desenvolvimento emocional.
Gosta do lar, sente orgulho dos pais, mas quando estão fora da escola não gostam de ser tratados como crianças, menininhos e menininhas, apelidos carinhosos que só se dão em família. Não querem ser tratados como crianças pequenas que ainda precisam de atenção e odeiam quando, principalmente a mãe faz isso.
Gostam de trabalhar em grupos, para discussões e elaboração de projetos, o que lhes agrada mais do que brincadeiras. Distinguem vida social entre amigos da familiar e sabe que uma não substitui a outra.
Falam demais, deixe-os falar, dessa forma adquirem ao menos um sentido rudimentar do companheirismo. Faz um pouco de planejamento social , apura sua compreensão dos outros e de si própria. Troca confidências e forma opiniões, tem desavenças e desentendimentos, mas acabam por se dar bem com os companheiros. Cria amizades de certo modo profundas e duradouras. Participa ativamente da formação de clubes, com senhas, regulamentos, esconderijos, tabus, criam grupos. Vai aprendendo a subordinar os seus próprios interesses às exigências do grupo. É mais competitiva como membro do grupo do que individualmente.

25/02 - terça-feira



LÍNGUA PORTUGUESA E HISTÓRIA

Verificar as listas de brincadeiras feitas pelas crianças.

Leitura: 

Silenciosa pelos alunos e depois junto comigo.

O CARNAVAL

Origem do Carnaval
O carnaval é uma festa popular muito antiga e, por isso, não se sabe a origem exata dessa comemoração, da Grécia ou do Egito. É uma tradição vem sendo transmitida de geração a geração há muitos séculos. Quem trouxe o carnaval ao Brasil foram os portugueses, por volta de 1750. Nessa época, a festa era chamada de entrudo, palavra que vem do latim introitu e significa entrada, pois a comemoração começava na entrada (início) da Quaresma. Mais tarde, surgiram as máscaras, as fantasias e as marchinhas. A serpentina (francesa) e o confete (espanhola) chegaram ao Brasil em 1892. Algumas fantasias, como as de Pierrô, Colombina, Arlequim e Rei Momo são bastante tradicionais, principalmente nos bailes de salão. Mas, mesmo com todo o sucesso desses bailes, o carnaval de rua é cada vez mais procurado e ainda preserva parte do folclore brasileiro.
No início, o carnaval era animado com canções portuguesas, como as quadrilhas. Só em 1870 é que surgiu uma música tipicamente brasileira, o maxixe. Uma tradição do carnaval eram as brigas com ovos, limões, água e farinha, já cultivada em outros países. Até as orgulhosas senhoritas da alta sociedade participavam. Das varandas das casas, moças vistosas jogavam ovos e água nas pessoas que passavam na rua.

Carnaval de rua
Desde o início do carnaval brasileiro, muitas pessoas o comemoram nas ruas. Foram assim que apareceram os blocos e os cordões, grupos que cantavam músicas próprias e que deram origem às escolas de samba, o qual por sua vez, teve sua origem em antigos ritmos trazidos pelos escravos africanos para o Brasil e chegou ao Rio de Janeiro com as baianas que foram para lá. Hoje, nos estados da Região Nordeste, o carnaval de rua reúne uma multidão de pessoas, entre brasileiros estrangeiros. Cada estado tem sua maneira de festejar. Na Bahia, por exemplo, a grande atração são os trios elétricos e, em Pernambuco, danças tradicionais como o frevo e o maracatu fazem a festa de adultos e crianças.

Interpretação oral do texto:

Nessa atividade o importante é que os alunos se reportem ao texto novamente em busca das respostas ao invés de tentar adivinhá-las e entendam que isso é interpretar um texto e não dar a resposta do que se lembra, ou a qual se acha correta. Não é um jogo de "chute".

1. Para que serve esse texto? Esperando que os alunos digam que o texto serve para saber sobre o Carnaval, explicar que textos que nos dão informação são chamados textos informativos e são diferentes dos narrativos, que nos contam histórias com personagens.

2. Onde surgiu o Carnaval?

3. De onde veio a serpentina? E o confete?

4. Como era comemorado o Carnaval antigamente?

5. Como se comemora o Carnaval no Brasil hoje?

Ortografia

Carnaval - ar - er - ir - or - ur

Procure no texto e pinte palavras que apresentam esses sons, como em Carnaval. Com o r depois da vogal. Escolha uma e forme uma frase afirmativa bem interessante com ela usando ponto final.

As palavras são:
carnaval, popular, portugueses, tarde, surgiram, marchinhas, serpertina, arleguim, preserva, parte, portuguesas,surgiu, orgulhosas, participavam, cordões, por, nordeste, festejar, Pernambuco. _ No quadro escrevi só 10 e ofereci, para quem achar mais palavras, uma estrela azul.

MATEMÁTICA

Continuação dos numerais egípcios - essas atividades são para que os alunos compreendam como os números surgiram, que eles têm uma história. Não vou aprofundar muito no assunto, mas tem como usá-las para fazer operações matemáticas que serão úteis no entendimento da nossa forma de realiza-las.

1 - Escrita dos numerais egípcios
2 - Comparação desses numerais com os nossos em forma de reescrita.
3 - Operações: Adição, subtração, multiplicação e divisão simples, utilizando nossos numerais e escrevendo a resposta com os números egípcios.

Para Casa
1 - Recortar e colar palavras com o r depois da vogal, como em Carnaval. Escolher uma e produzir uma frase triste com ponto final.

2 - Transcrever numerais egípcios no nosso sistema de numeração decimal e vice-versa.

Calendário usado em fevereiro


24/02 - Segunda-feira

LÍNGUA PORTUGUESA

Leitura e Interpretação de texto – Texto narrativo

Conversa com os alunos:
Você brinca muito: em casa, no recreio, sozinho, com colegas ou amigos?
Sua família e todos os adultos que você conhece também brincaram quando eram crianças.
Com que brincadeiras você costuma se divertir no recreio? E em casa?...
Para algumas brincadeiras depende de ter um brinquedo. Para outras, não. Dê exemplos.
Será que sua família brincava do mesmo jeito que você brinca hoje? Será que eles tinham os mesmos brinquedos?

Vou ler uma história que mostra como os brinquedos de antigamente eram diferentes dos brinquedos de hoje. A história é só uma parte de um livro que se chama Troca de Segredos, do autor Ronaldo Simões Coelho. Nesse livro, um menino conta que seu avô chegou com um embrulho onde diz guardar seus segredos, ouça a história e observe as ilustrações.

O texto se encontra no livro de Magda Soares: Um proposta para o letramento – volume 2

Interpretação oral

Veja a figura de um bilboquê e tente descobrir, o que é e como se joga?
O avô não sabia jogar videogame, o menino sabia. E você sabe o que é e como jogar?

Interpretação escrita
Agora que já são conhecidos os brinquedos e brincadeiras de que fala o texto, leia silenciosamente a história e responda às perguntas:

1. Observe o título do texto. O avo e o menino trocaram de brinquedos. Por que os brinquedos eram segredos?
2. Qual foi o resultado da troca de segredos entre o menino e seu avô?

Produção de texto

Faça uma lista das brincadeiras que você conhece.
Em grupo, sem repetir brincadeiras, faça uma lista de brincadeiras do grupo.
Agora vamos fazer uma lista de brincadeiras da turma.

Quantas brincadeiras apareceram?
Quais precisam de brinquedo?
Há brincadeiras ou brinquedos que são só de meninos ou de meninas?
Que brincadeiras ou brinquedos não são conhecidos pela turma toda?

As brincadeiras que a turma não conhecer deve ser demonstrada por quem a conhece. Os brinquedos podem ser descritos, dizendo como se brinca.

MATEMÁTICA


Construir com a turma um gráfico dos brinquedos mais utilizados usando o caderno quadriculado, se possível.

Hoje sei que tem aula de Educação Física, mas não sei bem o horário. Então se der tempo, volto na Matemática que não terminamos.

Atividades com os numerais egípcios. - Livro do Dante.
Atividades com o calendário. Sei que o mês está no fim, mas posto o modelinho também. Mês que vem tem outro.

21/02 - sexta-feira



 Pedi aos alunos que tragam o cabeçalho feito de casa, na sala eu passo ele no quadro para que corrijam antes de eu olhar o caderno.
 
HORA DA HISTÓRIA
 
 
Conto uma por dia, há histórias que precisam de mais de um dia para s...erem contadas. A de hoje foi "A princesa e o sapo".
Temos uma música para o ínicio da história e sabem que quando eu começo a cantá-la eles devem fechar os cadernos para prestar atenção.

Música do início:
"Chegou a hora da história
pra você ouvir
Vamos sentar e escutar
Que a história já vai começar."
(A autoria é minha)

Música do final:
"E chegou o fim da história
pra você sonhar
E agora você já sabe
Outra história pra contar!"

Nem sempre peço atividades depois da história, essa foi só para ouvir, até porque é uma necessidade da sala, aprender a ouvir.
 

MATEMÁTICA


Colorir a capa do caderno de Matemática e identificá-la.

Escrita dos numerais de 0 a 100, com uma sequência em cada linha.

Numerais por extenso até o 20. Aprendendo para se lembrar para sempre!

A história dos números.

Novamente tinha planejado mais atividades, que ficaram para outro dia...

Ainda enfrento desafios na sala.

A organização dos alunos e do tempo para conciliar as conversas sobre o comportamento e conseguir ver os cadernos de todos.
Isso demora uns 3 meses para acontecer da forma que eu espero, pelo menos sempre foi assim com crianças que não apresentam um pouco de limite em sala de aula.
 

20/02 - quinta-feira




 Rever os combinados.
Enviei dois bilhetes aos pais:

Senhores pais ou responsáveis,
É um prazer conhecê-los. Informo que a partir de hoje usaremos os seguintes cadernos:
1. Português
2. Matemática
3. Ciências, História e Geografia...
4. Para Casa
Por favor, peço que providenciem os cadernos o mais rápido possível para melhor organização do material escolar da criança.
Abraço,
Professora Erika – 20/02/2014

Senhores pais ou responsáveis,
Informo que o uso de canetas e canetinhas serão apenas nas aulas de Arte, ou quando pedidos pela professora. Este ano usaremos lápis grafite e lápis de cor no cadernos apenas. Por favor, não deixem as crianças trazerem canetas e corretivos, pois não serão usados. A organização do caderno vale nota de participação e precisa ser de acordo com as orientações da professora. Peço também que verifiquem sempre o caderno de para casa e assinem as lições. Quaisquer dúvida sobre a lição, por favor, anotem no caderno e eu ensino a criança na sala de aula. É importante que todas tentem fazer suas próprias lições, pois, na maioria das vezes serão revisão do que já vimos na casa e sempre são explicadas. Podem me mandar recados pelos cadernos de casa.
Abraço,
Professora Erika – 20/02/2014
LÍNGUA PORTUGUESA
 
Colorir e identificar a capa do caderno de Português.

O alfabeto - vogais e consoantes.

Quantas letras tem o alfabeto, grafia do alfabeto maiúsculo e minúsculo no quadro para as crianças copiarem, atenção aos detalhes.

Explicar que as vogais são as RAINHAS do alfabeto, pois na nossa língua não existe palavra sem vogal e que elas sozinhas podem formar palavras: ai, oi, eu, ia, deixar que os alunos exemplifiquem e registrar.

Registrar no próprio nome (sempre o nome completo), as vogais e as consoantes com cores diferentes para cada uma.

Escreva 5 palavras, cada uma iniciada com uma vogal diferente, escolha uma e ilustre.

Escreva 8 palavras iniciadas por consoantes da sua escolha, escolha uma e desenhe.

Novamente eu tinha planejado muito mais do que isso, mas foi o que deu para fazer no dia!

Combinei com os alunos que como eles são 30, olho os dos meninos em um dia e os das meninas no outro, os que ficarem sem ver, serão vistados no dia seguinte. Olho os cadernos com olhos de professora mesmo, não é só um visto! Toda correção deve ser feita e reapresentada!

Primeiro dia de aula - 19/02 - quarta-feira



 Apresentação da professora e boas-vindas - fiz um cartãozinho para os alunos, o qual acabei entregando na sexta-feira, por diversos motivos. Eles demonstraram que gostaram, deixei que colassem ondem quisessem, como colante. Personalizei só o nome de cada um, mas a mensagem era a mesma para todos.

Regras e combinados:
Aqui há um impasse no meu cérebro,... porque literalmente induzi os combinados. A sala era bastante desafiadora, os alunos levantavam, gritavam ao invés de conversar e pareceram não gostar muito de trocar de professora. Então fui impositiva e manipuladora. Confesso!

Minhas regras, com as quais eles concordaram após a explicação de cada uma delas e fiz disso os combinados, que foram digitados e postos na parede!

1ª - Só conversar quando a professora pedir.
Explicação: às vezes teremos atividades em grupo, em dupla, e teremos que conversar para resolver, nessas horas vou pedir que vocês se comuniquem, quando você quiser falar, levante a mão e espere, o fato de você levantar a mão não lhe dá absolutamente o direito de falar. Dedo não tem boca, portanto evite levantar a mão e me chamar, eu irei ignorá-lo, pois sigo mesmo as regras.

2ª - Quando a professora falar, deixe tudo o que estiver fazendo e preste atenção!
Explicação: não vou pedir sua atenção à toa, portanto se eu o fizer, quero-a imediatamente. Não segure o lápis, todos os lápis adoram trabalhar, se você ficar segurando-o irá escrever sem notar (fato, isso acontece ainda mais se o aluno estiver atrasado, ou tiver lição no quadro - observem e verão). Olhem nos meus olhos, pois eu estou falando com vocês. Não tem como eu, sendo uma só, olhar para todos ao mesmo tempo, mas eu sou só uma, então todos devem olhar para mim. Não é hora de mexer nos cadernos, nas bolsinhas de lápis, no cabelo, em nada.

Obs: quando os alunos são menores peço que coloquem as mãos na coxa enquanto eu falo.

3ª - Ter postura de aluno.
Explicação: Quando vocês disserem isso, automaticamente a maioria dos alunos irão sentar-se como julgam ser corretamente na carteira) Todos estão na escola há tempo suficiente para saber como devem ou não se comportar. Fizeram bem, sentar-se corretamente é uma das posturas que um aluno deve ter, quais são as outras? Eles disseram, eu listei no quadro e acrescentei algumas.

No final todos copiaram os combinados no caderno, com as posturas ditadas por eles. Nessa idade é normal que reclamem, não levem a sério, eles reclamam por reclamar, mas fazem e entendem que tem que fazer.

No cartaz da parede ficaram apenas as 3 regras, sem as explicações.

 Disse a eles que sempre que um aluno descumpre uma regra, eu como professora, tenho o dever de ajuda-lo a aprender como se comportar em outro lugar social como a escola, portanto sempre vou lembra-lo do combinado, isso não é uma bronca e não pode haver "zoação" dos colegas.

Língua Portuguesa 
 
Brincadeira de soletrar o nome
Material: uma bola de borracha pequena ou média, que caiba nas mãos dos alunos.
Alunos em círculo.
Explicação: Coloque a mão que você escreve para frente, depois segure a bola, diga seu nome em voz alta e depois soletre-o. Jogue-a no chão a cada vez que você disser uma letra do seu nome, você só pode usar a mão que está para frente, a outra fica nas costas.

Foi meio frustrante, porque não se mantinham no círculo, brigavam o tempo todo, os que já tinham ido saíam do círculo e ficaram brigando com os demais, mas acompanhei um por um e fui até o final.

Eu tinha planejado muito mais coisas para esse dia, mas devido a algumas ocorrências disciplinares, foi o que consegui fazer com eles no primeiro dia.

Não consigo ficar só no Face!! Tô de volta aqui!!

 
Então, não aguentei ficar só no Facebook! Creio que é um probleminha de querer dividir tudo mesmo. Quando eu comecei foram poucas e preciosas as pessoas que me ajudaram, acho que tenho que continuar e o blog já tem tanto tempo que não consegui me desapegar... Portanto, vou continuar aqui também e a visualização fica pela preferência de vocês, aqui ou lá, onde acharem mais fácil.


Aprendendo a ler e a escrever

sábado, março 01, 2014

Continuando o post passado, no qual vimos que a alfabetização começou com leitura e cópias de textos, os alunos começavam com palavras e depois estudavam textos famosos, que eram estudados até a exaustão. Apenas depois começavam a produzir seus próprios textos. Ler e copiar era a chave em uma época em que no futuro os estudantes trabalhariam escrevendo para a sociedade e a cultura vigente.
Para ler não era necessário ir para a escola, a não ser que você quisesse ser um escriba.
 Liam para lidar com o comércio, a religião e a cultura de sua época. Alfabetizar era então transmitir conhecimentos, quem sabia contava para quem não sabia como fazer. Decifrar a escrita era o que se tinha que fazer, não precisava copiar, só ler. Aprendendo a ler a escrita acontece como consequência.
Agora, Cagliari nos conta como foi o desenvolvimento da escrita semítica, que tinha o propósito de facilitar a escrita e o alfabetização. Vejam como é interessante que alguns de nossos alunos reproduzam essa forma de aprendizado.
Os semitas escolheram um grupo de palavras cujo primeiro som fosse diferente dos demais, as palavras dessa língua não começavam com vogais, portanto na lista havia só consoantes, essa escolha foi uma sábia decisão para a época reduzindo o número de sílabas de 60 para 21, tendo em vista o objetivo proposto.

Agora só no Facebook!!

sábado, fevereiro 22, 2014

Creio que todos entenderão que tudo o que se faz demanda tempo e tempo é coisa rara na vida de professora e dona de casa, portanto agora as postagens estarão só lá no face. Tem o link no alto da página para redirecionar. A gente se vê por lá! Bjos!

A história da escrita

quinta-feira, julho 11, 2013

É fascinante a história da escrita e as crianças, assim como os adultos gostam de aprendê-la. Temos uma memória histórica (lembrei de você, Goretti), sobre a qual tenho que estudar mais, mas que inegavelmente se faz presente durante a alfabetização. A aprendizagem da escrita, na qual o aluno faz garatujas, desenha, representa letras e numerais, letras, escreve sílabas, forma palavras, produz textos inteiros, nos é familiar, não apenas pela sala de aula, mas no que nos conta a história e a evolução do nosso sistema de escrita, aliás, não só o nosso, como todo ele.
Saber que a nossa raça humana realizou essas descobertas e que trazemos isso intrínseco em nós ameniza a vontade de acertar de primeira atendendo as exigências da escrita e faz com que o medo do dito erro não aterrorize os escritores que se formam.
Cagliari, em seu livro Alfabetizando sem o ba-be-bi-bo-bu, é agora o meu alvo e com ele as reflexões que surgirem.
Logo no começo do livro, o autor sugere esse conhecimento da história da escrita por parte dos estudantes. Ele garante que é falsa a ideia de que a escrita era dominada apenas por sacerdotes, reis e pessoas de poder, com o argumento de que a escrita é um fato social, uma convenção que não sobreviveria a custa de poucas pessoas.
As escritas nas paredes do Egito também mostram que a escrita era popular, na Mesopotâmia, Hamurabi mandou publicar em praça pública um código de leis para que o povo soubesse sob quais leis vivia e como se comportar em sociedade.
A escrita surgiu do sistema de contagem feito com marcas de cajados ou ossos para contar, provavelmente, animais. Nessa época ser alfabetizado era saber ler e escrever esses sinais. com o tempo a quantidade de informações aumentou e o sistema de símbolos também. Assim as regras de alfabetização funcionavam para que o leitor soubesse o que estava escrito e conhecer esse sistema, para poder utilizá-lo.
antigamente os alunos se alfabetizavam aprendendo a ler algo já escrito e depois copiando-o (alguma semelhança?).
Como somos sujeitos históricos, todos nós e não só os alunos, podemos fazer aqui uma pausa para pensarmos em como essa aprendizagem nos diz respeito. Há tanto ainda que ler, partilhar e discutir, mas esse caminho de ler e escrever foi trilhado por nós e ainda faz parte de algumas situações ou salas inteiras. Certo ou errado? Para mim a resposta é, depende! Mas cada um deve fazer sua reflexão, pois só assim avançamos em nosso trabalho.

Recomeço

quarta-feira, julho 10, 2013

Puxa, achei que não iria voltar a escrever. Foram tantos contratempos... mas como boa mineira sou ruim de desistir! Aqui estou de volta, não com a corda toda, que não tenho mais adolescência para tanto, mas com muita vontade de retornar e retomar os estudos e o trabalho, com a gratificante oportunidade de socialização. Que os bons ventos soprem!

 

Diga-me

domingo, junho 16, 2013

Desculpe o transtorno, estou tentando melhorar o blog para voltar a postar! Agradeço pela compreensão e peço que me digam, está bom o layout do blog? Você encontra o que precisa? Está bom para ler? Quero fazer a coisa certa e gostaria de contar com a sua colaboração, afinal ela sempre será mútua!

FELIZ 2013!

terça-feira, janeiro 08, 2013

Olá! Estou devendo há tempos aos seguidores da página. Mas pelo que vocês perceberam foram momentos difíceis, que aindas estão presentes em determinadas circunstâncias. Embora o mundo gire e tudo tenha que continuar, algumas lembranças fazem doer. Perder a mãe é uma dor que eu nunca imaginei tão forte.

Agora tento voltar à ativa, de forma que pretendo estar mais presente nesse espaço.

Esse ano tive a grata surpresa de lecionar para os pequenos da Ed. Infantil e o que gerou pânico de minha parte inicialmente, agora traz segurança e muitas alegrias.

Um período eu ficava em sala de aula, regente de 1 turma e no outro lecionava Estudos Complementares, que pela prefeitura daqui seriam aulas de artes e recreação.

Enfim, o trabalho foi longo e o resultado eu partilho agora com vocês.

 

Sugestões de jogos, brincadeiras e atividades artísticas a serem realizadas com os alunos.

 

Observações:

  • A maioria dessas atividades trabalha atenção, coordenação motora ampla e fina, organização espacial e temporal, partes do corpo, cores, sons, os cinco sentidos, socialização entre colegas de uma mesma turma e de diferentes turmas, percepção auditiva, visual e cinestésica, compreensão de regras, diálogo. As atividades artísticas foram mais musicais e de teatro do que em papel, haja vista que as crianças já as realizavam em sala de aula e eu quis ofertar algo que fosse desafiador e diferente para elas, afinal qual de nós ainda não percebeu que as crianças de hoje pouco brincam?
  • Fica definido nessas atividades e nos demais posts que seguirem que Etapa 1 (E1) refere-se às crianças de 4 anos e Etapa 2 (E2) para as de 5 anos, de acordo com a nomenclatura adotada pela Prefeitura de Ribeirão Preto.
  • Não será estipulado tempo para cada brincadeira, porque isso dependerá muito da turma e não do nosso relógio. Seria bom que as primeiras atividades fossem feitas com calma, certificando que cada aluno compreendeu o que é necessário para se brincar, jogar, participar, sem lesar o outro.
  • É interessante que, mesmo em uma situação de competição, seja dito às crianças que, na Escola, não ganha quem termina primeiro e sim quem faz direito, quem aprende. Assim ficará mais fácil intervir quando necesário.
  • Algumas músicas eu tenho no computador e posso enviar para quem pedir (kikauhlemann@hotmail.com – mandem e-mail, pois quase não entro no MSN)

 

1 - Esvaziar e encher: utilizei dois baldes dos que as crianças levam para brincar no parquinho com areia, os baldinhos de praia, com peças de montar, de jogos de encaixe. Para a E1 utilizei 10 peças e para E2, 15 peças. Os alunos formam duas filas, uma de frente para a outras, a critério do professor: meninos e meninas, grupo A e grupo B, etc. O primeiro aluno de cada fila deve retirar as peças do baldinho utilizando apenas uma das mãos e uma de cada vez. Quando terminar deve passar o baldinho para o colega seguinte, que deverá guardar a quantidade retirada do baldinho, novamente uma de cada vez e com apenas uma das mãos. Primeiramente fiz devagar, explicando como cada um deveria fazer. Eles tem uma tendência a segurar o balde com uma das mãos para retirar as peças com a outra, mas a regra não é esse e precisa ser cumprida. Quem descumpre começa tudo novamente. Em seguida fiz uma competição dupla por dupla, frente a frente um aluno de cada fila e por último fiz a competição entre as duas filas.

 

2 – Galinha cega

Cantar com as crianças  a música “Grite e cochiche” (Xuxa) e depois propor palavras para serem ditas gritando e cochichando. Conversar com ela porque tem hora que falamos gritando e em outras cochichando. Esclarecer que irá lembrá-las sempre dessas necessidades, quando ela se esquecer e que isso não é uma bronca e sim um lembrete.

Forma-se uma roda e uma criança é escolhida para estar ao meio, com os olhos vendados. As crianças da roda cantarão: “A galinha do vizinho.”, enquanto a do meio é girada por mim com os olhos vendados, até que a música acabe e todas as crianças sentem-se na roda. A criança de olhos vendados escolherá um amigo, que irá tatea-la e tentar saber, pelo toque, quem ela é. Se não conseguir, o colega que está ao meio deverá cochichar: “Oi coleguinha!” caso a outra criança ainda não sabia quem é, a do meio deve gritar: “Oi, coleguinha!”. Se a criança que está vendada, não conseguir descobrir quem é o colega, continua no meio da roda, caso contrário, troca de lugar com o colega desvendado.

 

 

3 - Aponte o que ouviu.

Cantar com os alunos a música: “Cabeça, ombro, joelho e pé”.

Explicar que vai dizer uma parte do corpo e apontar outra e que as crianças devem tocar a parte do corpo que foi dita, ignorando a que foi apontada. Inicialmente usar as partes do corpo mencionadas na música e em seguida possibilitar uma brincadeira entre dois grupos, na qual uma criança de um grupo fala para que o outro grupo aponte corretamente e vice-versa.

 

4 – Operários silenciosos.

Combine com as crianças que vão fazer de conta que elas estão trabalhando, explore o assunto com elas, questione se elas fazem alguma atividade fora da escola, como é o seu dia-a-dia, se elas brincam com outros colegas da mesma idade, mais novos ou mais velhos, se ajudam os pais, se ajudar é trabalhar. Em seguida explique que você vai dar, de faz de conta, diversos materiais para elas trabalharem e que terão que fazer tudo em silêncio, só com gestos, fazendo com o corpo como se estivessem mesmo trabalhando. Sugestões: martelo, serrote, tesoura, agulha, caneta, machado, pazinha, lápis, colher, faca, chinelo, vassoura, caneta, etc.

Obs: nas minhas observações em sala de aula, vi que alguns alunos faziam diferença entre lápis e caneta, o primeiro colore o segundo escreve, que com a colher eles não trabalham, eles comem (risos), que a agulha é para tomar injeção e não para costurar. Interessante ver o mundo na perspectiva da criança, não é? Em alguns casos eu comecei o movimento para que eles dessem continuidade, principalmente na E1.

Continua...

sexta-feira, novembro 23, 2012

Educar

domingo, julho 08, 2012

São tantos os meus pensamentos quando penso em educar um aluno... Seja ele criança, adolescente ou adulto. Eu educo? Ou ele se educa e eu auxilio nessa educação? Eu formo alguém? Eu realmente ensino algo?
Como dói para mim ouvir alguém dizer: "Eu transmito conhecimento." Esse "transmito" me soa tão prepotente quanto ignorante. E me corta por dentro, como uma faca afiada cheia de dentes.
Então penso nos pais que deixam seus filhos na escola, no que eles esperam de nós. Penso nos pequenos, no que eles esperam de nós. Lembro do que eu esperava da escola.
Penso no que os adolescentes esperam. No que os adultos esperam.
Todos tem tantas expectativas tão diferentes... E temos um currículo único, em um tempo único, para todos.
Assim nascem as cobranças, as angústias, as frustrações.
Será que sempre foi tão difícil ser professor?
Vejo colegas tão saudosos... Do tempo em que fazer o para casa era obrigação do aluno, estudar para as provas também. Do tempo em que férias eram férias... Não havia recesso.
Aqui em Ribeirão não vejo ninguém dizer: "Coitada, ela é professora!", mas lá em Uberaba, eu ouvia isso direto. Não sei bem se por causa do salário, que lá é uma miséria e ainda é maior do que em muitos lugares do nosso país, ou se por causa das condições, ou ainda se por causa da banalização da nossa profissão mesmo.
E ainda penso...
Quem nesse país... dos que estão trabalhando e dos muitos que não estão, que não estiveram conosco? Quem não precisou que lhes ajudassem a segurar um lápis? A saber onde era a linha? Como virava a folha e segurava o livro de histórias? Quem não ouviu a recomendação para comer de boca fechada e para lavar as mãos antes e depois de usar o banheiro? Quem não ouviu um "Tente de novo, querido! Você é capaz!"?
E então me pergunto: Onde foi que deixamos de ser necessários? Quando foi que nos deixamos desvalorizar tanto a ponto de termos de assumir papéis que definitivamente não são nossos e que nos fazem deixar o nosso papel ficar a desejar tanto assim? Opa! Qual é mesmo o nosso papel?